Operação em Uberlândia prende suspeito de golpe milionário com 'deepfake' de famosos

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação em Uberlândia nesta quarta-feira (28) para desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato eletrônico. Durante a ação, um homem foi preso no município mineiro, suspeito de integrar um esquema que utilizava inteligência artificial para criar vídeos falsos de personalidades conhecidas, como o cantor Gusttavo Lima e os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo, visando atrair doações fraudulentas.
O grupo utilizava a tecnologia de 'deepfake' para simular a voz e a imagem de famosos em campanhas beneficentes fictícias. Os vídeos circulavam como anúncios em redes sociais e direcionavam as vítimas para sites clonados. De acordo com as investigações, o esquema arrecadou quase R$ 10 milhões em apenas 45 dias, atingindo milhares de pessoas que realizavam transferências de pequenos valores, geralmente entre R$ 30 e R$ 50.
As investigações apontam que uma única empresa vinculada ao grupo registrou mais de 215 mil transações financeiras em um curto período entre outubro e novembro. Além da prisão em Uberlândia, outros quatro mandados foram cumpridos no Distrito Federal, Goiás e Santa Catarina. O montante total movimentado pela organização criminosa evidencia a escala nacional da fraude que explorava a boa-fé de internautas e a imagem de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Durante a ofensiva policial, foram apreendidos veículos de luxo e cerca de R$ 2,14 milhões em criptomoedas foram bloqueados judicialmente. Os agentes também encontraram um vasto material digital, somando mais de 230 gigabytes de arquivos que incluíam roteiros, códigos de programação e vídeos prontos para novos ataques. O material será periciado para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Os detidos responderão pelos crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de capitais. Eles seguem à disposição do Poder Judiciário enquanto as autoridades trabalham na análise dos dispositivos apreendidos para detalhar a estrutura da rede de golpes digitais. Com informações de Regionalzão.



